Nos próximos anos, viveremos uma transformação que dará novo rumo à contabilidade no Brasil: o fim da EFD Contribuições em 2027. Essa mudança acompanha o encerramento do PIS e da Cofins e o nascimento de um modelo tributário inspirado no IVA moderno, com destaque para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Em nossos atendimentos e pesquisas na Ottimizza, temos acompanhado de perto as discussões da reforma tributária e os novos padrões exigidos das empresas contábeis. A decisão da Receita Federal de descontinuar a EFD Contribuições mostra o quanto é preciso avançar em direção a uma gestão mais integrada, automatizada e transparente.
Conteúdo do Artigo:
O fim do ciclo: o que deixa de existir?
A EFD Contribuições, por muitos anos, foi a base para apuração do PIS e da Cofins. Com a entrada em vigor da CBS e do IBS em 2027, ela será desligada de suas funções principais e servirá apenas para retificações e processos judiciais relativos a fatos geradores anteriores à mudança. O PIS e a Cofins deixam de existir na prática, dando lugar a contribuições mais simples e uma apuração menos fragmentada.
Uma era termina, outra começa.
O novo sistema nasce da promessa de simplificar a tributação sobre o consumo, com a CBS assumindo papel central. Estimativas já apontam uma alíquota de referência da CBS ao redor de 9,43% em 2027, suficiente para absorver a arrecadação do PIS e da Cofins. O IBS, por sua vez, terá papel similar para substituir tributos estaduais e municipais, como ICMS e ISS, ambos convergindo para um modelo inspirado em práticas mundiais.
Como será feita a transição?
A transição está minuciosamente planejada. O ano de 2026 será marcado por uma fase de testes, em que as alíquotas-teste da CBS (0,9%) e IBS (0,1%) serão aplicadas, com possibilidade de compensação dos valores gerados frente ao PIS, Cofins, ICMS e ISS. Durante esse período, empresas e escritórios contábeis devem preparar sistemas, revisar processos e promover treinamentos.
Em 2027, o novo ciclo se estabelece oficialmente: CBS e IBS entram em vigor pleno, enquanto o PIS, Cofins e EFD Contribuições são aposentados para as apurações regulares.
Na prática, 2027 marca o desligamento definitivo da EFD Contribuições como obrigação mensal, mantendo-a apenas para ajustes ou demandas anteriores à transição.
Para o ICMS e o IPI, as obrigações via EFD ICMS/IPI permanecem intactas em 2026. Apenas de 2029 em diante, haverá uma redução programada do ICMS, terminando em 2032. Isso garante rastreabilidade dos tributos estaduais e federais mesmo depois da mudança principal no consumo.
O que muda para as rotinas dos contadores?
Precisaremos adaptar muito mais do que simples formulários: a mudança envolve todo o fluxo contábil, tecnológico e de relacionamento.
- Atualização de sistemas contábeis, como os softwares integrados ao universo digital da contabilidade;
- Padronização da classificação das receitas;
- Revisão de critérios de elegibilidade de créditos;
- Reestruturação dos checklists de verificação e validação de dados, algo que vemos diariamente na prática da contabilidade digital;
- Investimento constante em treinamento da equipe para interpretar corretamente documentos fiscais e processos de apuração.
Quem não promover essas mudanças rapidamente pode sofrer com retrabalho, dificuldades de comprovação de créditos, riscos de multas ou, em casos extremos, perder competitividade devido à defasagem operacional. Por isso, sistemas como os desenvolvidos pela Ottimizza vêm ganhando espaço justamente por entregarem recursos para atualização, controle e automação específicos à nova realidade.
Novas obrigações: olho no DERE e nas mudanças em paralelo
Outro destaque é o debate sobre a nova obrigação acessória, a DERE (Declaração de Regimes Específicos). O objetivo é permitir que setores sob regimes especiais – loterias, concursos de prognósticos, Sociedades Anônimas do Futebol, serviços financeiros e planos de saúde – tenham suas informações detalhadas de forma individualizada. Apesar de ainda não ter prazo definido para exigência, a tendência é que a DERE evolua para atender demandas de controle fiscal cada vez mais rígidas sobre operações sensíveis.
Novas obrigações são sempre tema de atenção e exigem preparação prévia.
E as obrigações acessórias paralelas?
Em paralelo à extinção da EFD Contribuições, a Receita Federal já divulgou mudanças relevantes para o IRPF 2026, através da Instrução Normativa nº 2.312/2026. Isso altera alguns procedimentos rotineiros para os contadores, principalmente na questão da retenção e validação das informações prestadas ao Fisco.
- Avaliação rigorosa dos dados reportados no Demonstrativo Consolidado do IRRF;
- Cuidados redobrados com o Split Payment, que não exigirá novos campos obrigatórios nas notas fiscais em 2026;
- Monitoramento de possíveis cruzamentos de dados eletrônicos, conforme a tendência de modernização da arrecadação fiscal.
O movimento de digitalização já rende resultados: atualmente, cerca de 55% das notas fiscais já cobrem as novas exigências da reforma tributária – mas temos um longo caminho até o alinhamento pleno.
Preparação: passos para empresas e escritórios contábeis
O impacto prático da substituição da EFD Contribuições pelas novas obrigações exige ação imediata:
- Atualizar softwares de gestão contábil e fiscais;
- Realinhar rotinas internas de conferência e classificação documental;
- Adaptar treinamentos internos para cobrir a nova legislação tributária e os impactos diários nos processos;
- Planejar revisões periódicas nos critérios de aproveitamento de créditos;
- Permanecer atento à evolução dos projetos como a DERE, inclusive participando ativamente de debates em fóruns do setor;
- Acompanhar as mudanças em obrigações paralelas como EFD ICMS/IPI e IRPF.
Na Ottimizza, reforçamos sempre em nossos encontros e consultorias: a adaptação proativa é o melhor seguro contra riscos fiscais, multas e perda de prazos. O mercado irá valorizar quem estiver alinhado rapidamente, ao passo que a desatenção implicará inevitavelmente em custo e atraso.
Transforme adaptação em estratégia
O ambiente contábil nunca foi tão desafiador nem tão promissor. O fim da EFD Contribuições inaugura uma era em que a automação, integração de dados e padronização de rotinas deixam de ser opções e passam a ser base do sucesso do escritório e da tranquilidade do cliente.
Nossa experiência na assistência a contadores mostra que as empresas capazes de transformar a adaptação em cultura interna saem na frente em qualquer cenário tributário.
Conclusão: hora de agir
O fim da EFD Contribuições representa muito mais do que uma mudança processual: é um convite para mudarmos a mentalidade.
Estamos comprometidos em apoiar a modernização da sua contabilidade. Conheça nossas soluções e descubra como a Ottimizza pode guiar seu escritório no novo cenário tributário, trazendo tecnologia, segurança e visão para o futuro.
O tempo para agir é agora. Entre em contato, saiba mais e esteja pronto para 2027!
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Preparação: passos para empresas e escritórios contábeis





