
O cenário tributário brasileiro sempre foi desafiador para empresas de tecnologia, mas nunca vimos um período de transformações tão acelerado quanto entre 2024 e 2026. Estamos diante de uma verdadeira transição, em que incentivos consagrados, como a Lei do Bem, Lei de TICs, PADIS e regimes especiais regionais, estão sob análise e podem ter extinção ou alteração profunda com a chegada da tão aguardada Reforma Tributária. Para quem atua com inovação, não se preparar é correr riscos desnecessários.
O novo ciclo dos incentivos fiscais tecnológicos
Com a Reforma Tributária prevista para entrar plenamente em vigor em 2026, os principais programas de incentivo fiscal podem ganhar novas regras ou até desaparecer. Muitas empresas ainda usam deduções no Lucro Real baseadas em investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), aproveitam créditos de ICMS, PIS, Cofins e IPI, e atuam sob regimes simplificados como Simples Nacional ou Lucro Presumido. Em polos tecnológicos, algumas conquistas locais ainda permitem redução ou isenção de ISS.
Esses mecanismos ajudaram o setor de tecnologia a crescer e inovar, mas existe uma sensação geral de incerteza sobre quais deles vão sobreviver ou como irão mudar após 2026. Segundo estudos publicados pelo Ipea em 2024, o perfil das empresas mais beneficiadas hoje está concentrado nas regiões Sul e Sudeste, especialmente em tecnologia da informação e serviços financeiros.
Na nossa experiência atendendo clientes em todo o Brasil, inclusive através das soluções da Ottimizza, vimos como diferentes incentivos trazem vantagens competitivas para escritórios contábeis e empresas de TI, sobretudo para quem administra mais de 100 CNPJs e precisa estruturar processos de P&D para obter deduções e gerar créditos.
O que muda com a Reforma 2026?
A grande virada está na criação do IVA Dual, substituindo PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS por CBS e IBS, o que pode inviabilizar a continuidade de alguns benefícios tradicionais. Projetos de inovação que não cumprirem requisitos mais rigorosos podem ficar de fora. Outros programas, como a Lei do Bem, estão sendo rediscutidos e podem ter regras ainda mais restritivas quanto à capacidade de deduzir gastos com pesquisa, engenharia, testes e prototipagem.
Além disso, aumentará significativamente a cobrança por documentação comprobatória detalhada de tudo o que for declarado para abatimento ou obtenção de créditos.
Quais setores ganham mais?
Setores de software, hardware, inteligência artificial, automação, cloud e soluções financeiras historicamente são os mais contemplados, segundo levantamentos do Ipea. O perfil dos beneficiados, porém, pode mudar caso as regras sejam revistas em benefício de outros segmentos.
Desafios de um cenário em transição
O tempo corre contra empresas que ignoram essas mudanças. A incerteza regulatória pode deixar negócios despreparados para impactos como aumento de impostos, perda de deduções e necessidade de adequações emergenciais.
Nossa visão é: só quem acompanhar de perto a evolução das novas regras e documentar continuamente suas atividades de inovação conseguirá se beneficiar dos incentivos até e após 2026. Escritórios contábeis modernos, por exemplo, que já utilizam automação para padronizar processos, como nas soluções CheckList ou Integra Mais da Ottimizza, saem na frente ao centralizar evidências dos gastos, contratos e relatórios.
Como mapear oportunidades de incentivo fiscal em tempos de mudanças?
Experiências recentes nos mostram que, mesmo diante das incertezas, é possível agir estrategicamente e identificar oportunidades de manter benefícios. Entre as etapas que sugerimos, estão:
- Revisão periódica dos contratos e portfólio de projetos de P&D da empresa.
- Levantamento detalhado dos incentivos usados nos últimos anos e dos respectivos documentos fiscais.
- Simulação de cenários diferentes utilizando ferramentas digitais, preparando para possíveis mudanças nos regimes tributários.
- Acompanhamento contínuo das discussões legislativas junto a especialistas e consultorias, como a CLM Controller.
- Padronização do registro de informações, facilitando auditorias e prevenindo autuações.
Registrar tudo, desde relatórios técnicos, contratos, laudos até notas fiscais, pode ser o diferencial entre um abatimento aprovado e um questionamento do fisco.
Recomendamos conferências periódicas dos registros e integração com ERPs e automações contábeis para garantir que nada fique de fora das exigências.
Quais critérios tornam projetos aptos aos incentivos?
Projetos inovadores precisam ser formalizados, deixar claro os objetivos, demonstrar gastos com pesquisa, engenharia e desenvolvimento, e comprovar testes ou prototipagem. Além disso, é necessário documentar o impacto nos negócios de maneira estruturada, já que só projetos devidamente preparados passarão pelo crivo dos órgãos fiscais após as mudanças.
Projetos mal documentados serão, sem dúvida, excluídos dos benefícios.
Aqui na Ottimizza, sempre orientamos nossos clientes a padronizar processos contábeis e manter evidências organizadas, aumentando a segurança frente a fiscalizações.
Por que pensar nos incentivos fiscais como estratégia?
Mais do que simplesmente buscar abatimentos, os incentivos fiscais viabilizam investimento em novos produtos, expansão e salto competitivo no mercado nacional e internacional. Relatórios recentes do Ipea indicam que as empresas mais inovadoras e beneficiadas com incentivos são justamente as que investem de forma sistemática, o que reforça a ideia de planejamento contínuo.
Encarar esses mecanismos como parte da estratégia de negócios é o caminho para crescer, inovar e gerar resultados consistentes.
Recomendações práticas para se antecipar à Reforma 2026
Na nossa trajetória, identificamos ações que fazem diferença na preparação para 2026:
- Revisitar os projetos de inovação periodicamente, ajustando-os ao novo regramento.
- Treinar a equipe contábil e jurídica para as novas exigências documentais.
- Monitorar alterações legislativas em tempo real, com apoio de especialistas.
- Investir em integração digital de processos por meio de ERPs e automações.
- Utilizar serviços de BPO contábil estruturados, como os da CLM Controller.
O futuro dos benefícios fiscais para tecnologia
Projetando o horizonte pós-Reforma, vemos tendência clara de redução e controle mais rígido dos benefícios atuais. A transferência de incentivos para outros setores, fiscalização digital intensificada e adaptação constante do planejamento tributário serão determinantes para o sucesso de empresas inovadoras.
Flexibilidade e atualização constante serão indispensáveis, mais do que nunca.
Ainda há dúvidas frequentes. Por exemplo:
- O que são benefícios fiscais para inovação? Permitem reduzir, adiar ou até eliminar parte dos tributos sobre despesas com P&D e inovação.
- Como conseguir incentivos em 2026? Será preciso mapear programas ainda vigentes, reunir documentação sólida e contar com apoio de especialistas em legislação e contabilidade.
- Quais setores tendem a ser priorizados? Hoje, TI, IA, automação, cloud e finanças são os mais contemplados, mas as prioridades podem mudar.
Quem quiser entender melhor o impacto da Reforma e as tendências em tecnologia, pode acompanhar as publicações sobre tecnologia, IA para contabilidades e modernização.
Preparação é mais do que vantagem, é necessidade
Acreditamos que investir tempo na preparação, revisão de projetos, documentação detalhada e atualização constante transforma incerteza em oportunidade. No ambiente globalizado atual, crescimento e capacidade de competir dependem cada vez mais dessa estratégia.
Aproveite este momento de mudança para repensar e estruturar seus processos de inovação, protegendo e ampliando os benefícios fiscais para garantir o futuro do seu negócio. Conte com a Ottimizza para estruturar seu planejamento, conhecer soluções digitais e impulsionar seus resultados com segurança diante de todas as mudanças que estão por vir.





